AO (RE) ENCONTRO DAS ALMAS SELVAGENS E LIVRES
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Névoa.

 

 

A porta atrás de mim.

A seu lado uma janela aberta.

Entrou uma névoa triste.

Tento escapar pelas paredes.

 

Vou sufocar. Eu vou sufocar.

E a névoa sou eu...

 

Podia fugir por onde entrei.

Nada me impede. Ninguém me impede.

Só o medo. Lá fora não sou ninguém.

Lá fora não está ninguém.

 

Vou matar. Eu vou matar.

Mas a névoa sou eu...

 

Matei. Matei a realidade de quem sou.

Fugi de mim e agora não sei voltar.

 

E a porta no trinco.

E a seu lado a janela aberta.

E eu trepo por paredes surdas

Porque não sou capaz de voltar.

Porque tenho medo do que vou encontrar.

 

E esta névoa que me persegue.

Que se entranha em mim

Se cola à minha pele e me impede de mexer.

 

Névoa que sou eu...



publicado por marisa.moreno às 15:52
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