AO (RE) ENCONTRO DAS ALMAS SELVAGENS E LIVRES
Sábado, 30 de Agosto de 2008
Sem coração.

 

 

Se eu pudesse viver sem coração.

Podia correr, brincar e saltar sem ter que parar.

 

Se eu pudesse viver sem coração.

Podia rir até ficar sem fôlego e fazer birras de choro sem me cansar.

 

Se eu pudesse viver sem coração.

Podia sentir a chuva sem medo de me constipar.

E sardaniscas apanhar para as meninas lá da rua assustar.

 

Se eu pudesse viver sem coração.

Podia fazer milhares de coisas de criança que agora não posso.

 

Mas se eu não tivesse coração.

Nunca poderia sentir a dor de uma paixão.

Nem perceber o que é o amor correspondido.

 

Se eu não tivesse coração.

Nunca poderia alguma vez perceber a dor dos meu pais sempre que se sentiram impotentes perante o seu filho.

 

Se eu não tivesse coração.

Nunca poderia alcançar a magnitude do amor que os uniu para me salvar.

 

Se eu não tivesse coração, mesmo este que tenho agora...

Nunca saberia o que é ser amado e amar.

 

Mas este coração que vou ter de hoje em diante.

Vai dar-me tudo o que esperei para ter e fazer.

Vai deixar-me amar e sofrer.

Vai fazer-me crescer.

 



publicado por marisa.moreno às 14:17
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Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Agora e para sempre.

 

 

Eu tentei.

Bater as asas e deixar-te.

Mesmo com elas partidas.

Voltar ao céu e ser quem sempre fui.

Quem por ti deixei de ser.

 

Eu tentei.

Não me lembrar da tua mortalidade.

Que com ela traz a incapacidade de voltares a voar.

De voltares para junto de mim.

 

Eu tentei.

Esquecer o teu rosto e as tuas rugas.

E esse olhar triste e desalentado...perdido....

Que a vida te trouxe.

As razões que me manteram perto de ti.

 

Eu tentei mas não pude.

Desisti quando me enxotaste.

Como se faz à pombas que pedem milho no chão que pisas.

 

Eu tentei.

Mas não deixei curar as minhas asas depois de as partires.

Decidi eu ficar perto de ti.

Para quando precisares de mim.

 

Tentei mas não consegui.

Não consegui deixar-te sem mim.

Agora mortal, sobrevivendo ao largo.

 

Porque eu tentei.

Tentei amar-te... tentei deixar de te amar....

E não consegui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por marisa.moreno às 12:35
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Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008
E eu sei lá...

 

 

E eu sei lá se estás chateado porque é Domingo,

Ou se estás calado porque és assim todos os dias!

 

E eu sei lá se é trauma de infância,

Ou se é só mais uma mentira no meio de tantas outras!

 

E eu sei lá se estás triste ou se estás contente porque não tens expressão defenida,

Ou se foi um acidente e nasceste mesmo assim!!

 

E eu sei lá se tens fome ou vontade de comer,

Ou se apenas és imóvel por natureza!

 

E eu sei lá se é suposto os homens serem todos assim,

Ou se és só tu que vens com defeito!

 

Entre mentir e estar calado...

Isso eu sei que é melhor não dizeres nada!


sinto-me:

publicado por marisa.moreno às 13:45
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Sábado, 16 de Agosto de 2008
Transparente...

 

 

Transparente e volúvel como água.

Atirada de um lado para o outro.

Caída no chão vinda das nuvens.

Bebida por necessidade.

Nunca pensada como vital.

 

Transparente.

Como se não existisse mas estando sempre lá.

Presente e disponível.

Sem necessidade de ser procurada.

 

Transparente.

Usada apenas quando precisa.

Da mesma forma quando tens sede.

Da mesma forma que regas as tuas plantas.

 

Transparente.

Nunca ouvida ou apreciada.

Nem nas suas palavras.

Nem no seu silêncio.

Está lá. Está sempre lá.

 

Transparente e incapaz.

Não dói, não desaparece, não sente...

É transparente mas sabes que está lá...

 

Mas nos dias em se torna irada.

Primeiro em  ondas.

Depois em maremotos...

Deixa de ser transparente...

 

Não só está lá...

Como em vez de te saciar a sede te pode afogar.

Viras-lhe as costas...

 

Continua só e transparente.

Porque a ignoras. Porque está lá...

Porque só dela te usas quando tens sede...


sinto-me:

publicado por marisa.moreno às 12:57
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Domingo, 3 de Agosto de 2008
Ideia

 

 

Intriga-me a inveja e a estupidez opcional.

 

A maioria das pessoas perde-se em mesquinhices e pormenores tão fúteis como ilusórios.

Torna-se mais importante manter o orgulho mesmo sem se ter razão que as coisas grandes da vida como o Amor, a essência, os valores...

 

Numa ruptura, seja ela qual fôr e de que tipo fôr, com mais facilidade se recordam dos pormenores que levaram à separação que às coisas importantes e grandes que levaram à união...

 

 Num divórcio preocupam-se com quem irá agora levar o cão à rua e põr o lixo no contentor...

 

Numa amizade preocupam-se com quem irá aturar as birras e iras descontroladas naquela noite de bebedeira...

 

Numa sociedade comercial preocupam-se com quem partilharão as dividas...

 

Mas nunca...nunca numa destas situações se lembraram que talvez tendo pedido desculpa na altura devida...tendo assumido o erro como suposto ou tendo apenas deitado uma lágrima em vez de uma palavra má...talvez não se encontrassem onde estão agora...cheios de orgulho...cheios de solidão.

 

São assim os adultos.

Tornamos assim as crianças.

Parem para pensar.

 

"Há palavras que depois de ditas...não podem ser retiradas..." - Ditado popular.

 



publicado por marisa.moreno às 11:07
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